"A vida é arte e não ciência"....
O mundo pós-moderno, contemporâneo me cai tão bem. Não conseguiria viver em nenhuma outra época a não ser essa. Uma época onde, por mais que ainda seja longe do ideal, as diferenças são mais vistas, expostas.
Viver nesse momento pós-moderno e conviver com pessoas que trabalham com a arte dessa época é uma benção!
Quantas pessoas, mulheres pincipalmente, no passado foram colocadas em hospícios, pessoas consideradas esquizofrênicas, impossibilitadas de qualquer expressão ou incapacitadas e que no mundo atual podem ser expressar. Enquanto escrevo isso penso em Camille Claudel. Penso em Nise da Silveira, em Bispo do Rosário.
O mundo pós-moderno como qualquer outro momento histórico possui suas mazelas mas não consigo me lembrar em outra época mais democrática para as artes.
Semana retrasada assisti o festival com pessoas com deficiência física. Como falei no post anterior, uma das apresentações que vi foi a de um rapaz que ficou cego depois dos 23 anos em uma briga idiota em um bar. Ele vivia enquanto com a visão intacta de orfanato em orfanato, em situações muito difícil de vida, porém ao ficar cego e descobrir un grupo que trabalhava com escultura ele se reinventou e podemos dizer, "voltou a ver". Hoje é um ator de mão cheia.
Acabei de vir de um jantar de abertura do espetáculo de um grupo de jóvens do Cambodia. Era uma performance que envolvia dança, pintura...

Está longe de ser algo maravilhoso,mas penso em quanto amo dança contemporânea. A diversidade de cores e corpos nela envolvidos.
De todas as artes do tempo atual; as instalações, as esculturas, o teatro, a dança contemporânea é a que mais gosto. Nela a diversidade se mostra, encontramos bailarinos negros, asiáticos, baixos, altos, de formas mais arredondadas. A dança contemporânea quebrou com aquela monotonia chata,de repetições de formas físicas e de movimentos da dança clássica. Na dança contemporânea pela primeira vez o bailarino tem uma identidade. Pois na dança clássica só se sabe que uma das bailarinas tem uma "identidade", um papel diferenciado do resto da troupe, porque ela usa um chouchou de cor ou forma diferente.
Lembro quando ia com meus queridos amigos no Rio para ver o grupo "Corpo" ou a Débora Colker (minha preferida) no municipal.
Bons tempos...Que venha o Alvin Aley para eu matar saudades por aqui.
Buenas noches!
Escrito por Soraia de Oliveira às 23h19
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