Ontem vi meu amor dançando tresloucado (o amor). E eu que estava alegre fiquei com o coração magoado. E eu que pensava que você estava doente em casa precisando de carinhos meus e você sexy dançava loucamente no meio de estranhos em um show peculiar. E eu preparando mentalmente toda a receita da canja que eu iria te dar na boca nos seios em todo lugar.
You're broking my heart as someone never did with me before.
Hoje fiz para uns amigos um jantar, camarão com chuchu. Gino, Cristal, Dali, Eric e Jim. 3 americanos e 2 indianos. Foi bom ver certas semelhanças com a India e o Brasil. Suco de manga, caldo de cana vendido na rua. Muito parecido.
Jantar regado a vídeo da Marisa Monte que o Jim trouxe. Alguém que tem um bom número de dvds da Marisa. Comemos e nos deliciamos no show dela.
Estamos pensando em ir a Miami para ver o show.
Fico pensando de como às vezes, mesmo tentando explicar o contexto político, histórico ou simplesmente contextual das músicas, de como um cantor ou show aconteceu para um americano não é a mesma coisa, e tanta coisa fica perdida.
Em um dos shows aparecem "Os Novos Baianos" cenas deles bem novos dando depoimentos. Antológico!
Só quem viveu, ou pelo menos conhece sabe da beleza e importância disso para nós brasileiros.
É diferente do lado inverso, a cultura de ícones do rock, da música americana ou inglesa, é rapidamente assimilada e entendida por nós pois infelizmente são anos de imposição e influência cultural.
Não querendo politizar aqui. O que quero dizer é que por mais que tento explicar um pouco de tudo, falta a vivência, o conteúdo poético, cultural, afetivo que só quem é da terra sabe o que é.
Escrito por Soraia de Oliveira às 22h55
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