
Book Crossing:
Ainda falando sobre livros quero contar sobre um sistema interessante que acontece aqui nos Estado Unidos e já tem ramificações por vários países, possuindo até um grupo pequeno de participantes em São Paulo. O "Book Crossing".
Pois então, estava eu em um café aqui de Hyde Park quando vejo em cima da mesa um livro com um adesivo que dizia: "free book, take it" (livro de graça, pegue-o). Folheei o tal, e dentro dele havia uma numeração que dizia que o mesmo fazia parte desse clube chamado book crossing. Fui para casa abri o site e me informei mais sobre esse club do livro interessante que já havia lido sobre ele umas semanas antes no jornal.
O sistema parece louco mas pelo jeito funciona, você lê um livro que gosta muito registra ele no site do book crossing e depois deixa em algum lugar público para alguém pegar ler e fazer o mesmo. O interessante, por mais que você esteja pegando algo de graça, quer você leia ou não, você sente a obrigação de devolvê-lo.
Me faz lembrar aquelas messagens na garrafa que alguém lança ao mar e depois é encontrada por outra pessoa em mares distantes. Será que isso ainda existe? Não sei, mas essa do livro tem acontecido. Veja o que eles falam no site sobre o sistema:
"You've come to a friendly place, and we welcome you to our book-lovers' community. Our members love books enough to let them go — into the wild — to be found by others. Sharing your used books has never been more exciting, more serendipitous, than with BookCrossing. Our goal, simply, is to make the whole world a library. BookCrossing is a free online book club of infinite proportion, the first and only of its kind. Inside, you'll find millions of book reviews and hundreds of thousands of passionate readers just like you"
Para saber mais veja o site : www.bookcrossing.com
Eu recebo sempre e-mails deles anunciando reuniões com pessoas que pertencem a rede do bookcrossing aqui na cidade para se encontrar, trazer um livro para trocar e discutir idéias. Ainda não fui mas estou pensando de ir na próxima vez. Legal isso; né?
Beijos.
I'll send an S.O.S. to the world I'll send an S.O.S. to the world I hope that someone gets my I hope that someone gets my Message in a bottle - Sting
Escrito por Soraia de Oliveira às 18h26
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Eu voltei agora espero que pra ficar...
Meus fiéis leitores voltei com muitas notícias....Estou com internet há um tempo mas faltava tempo para escrever....
Essas fotos aí de cima é de um bairro aqui de Chicago chamado Pilsen, no passado de influência Theca agora virou bairro de maioria Mexicana. Ontem fui a versão americana do Santa Teresa de portas abertas aqui em Pilsen.
Foi ótimo, o bairro com seus casarões antigos virou reduto de artistas e descolados junto com a comunidade hispana. Estava bem frio quase 0 graus e eu de estúdio a estúdio conhecendo gente, revendo amigos tomando um vinhosinho. Cada loft de artista tinha uns queijinhos, vinhos, etc e um papo gostoso.
Saí de lá e fui comer uma comida maravilhosa mexicana.
Sábado fui ao "Book Club" na Biblioteca do bairro para discutir o livro do outono de Chicago "Interpreter of Maladies"
Estórias, crônicas de vários indianos que moram nos Estados Unidos, o choque cultural que eles sofrem ao se mudarem para o país. A autora, Jumpha Lahiri escreve gostosamente. Nas bibliotecas da cidade, a cada estação é lançado um livro que todos devem ler. "Interpreter of Maladies" é a sugestão do outono.
Os autores vêm para a cidade e várias palestras são feitas (se ainda estiverem vivos pois muitos clássicos tb são escolhidos), e em cada filial da biblioteca na cidade, pessoas se reúnem após terem lido o livro para debater idéias e comer umas comidinhas diferentes. Sim, aqui nos Estados Unidos tudo é regado a comida. Até velório. É uma maneira ótima de incentivar o povo a ler mais e na temperatura de Chicago, essa idéia de "Book Club"é excelente. Porém não é só por aqui existe essa cultura, no país inteiro vários grupos se reúnem para ler um bom livro. Legal né. Melhor do que ler um livro é lê-lo acompanhado.
Depois do book club fui encontrar com o namorado em um café, jantar no thailandês e festa africana em um club no centro da cidade. Como sempre me senti fora dos Estados Unidos, pessoas de vários países africanos e músicas das mais variadas tocando. Pelo menos não me senti tão de fora dessa vez....Glória minha amiga do Quênia que nos convidou....
Volto em breve....
Escrito por Soraia de Oliveira às 21h18
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