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Soraia direto de Chicago
 

"Livros, lembram? Aquela velha versão dos DVDs que temos em casa"

Em uma cena do seriado Sex and the City, um ator no dia do casamento fala essa antológica frase acima
quando vai recitar um poema de um livro para a amada!

Queria escrever sobre isso há um tempo atrás. 

Eu venho sentindo esse fenômeno acontecer cada vez mais hoje em dia, principalmente aqui nos Estados Unidos.
Já escrevi há bastante tempo sobre o grande número de publicações literárias aqui nesse país. Existe livro sobre tudo
o que se possa imaginar e a cada dia, semanas são lançados livros aos turbilhões no mercado.

E o povo lê , lê bastante muito mais do que no Brasil com certeza. Lê muita porcaria sem sentido, mas lê.

Porém não quero louvar a indústria literária aqui, nem ressaltar o hábito de leitura do americano
em detrimento ao hábito de leitura do brasileiro.

O que me intriga e tem me encafifado nesses útimos anos são como esses livros novos
que a cada dia e semana entram no mercado na realidade são roteiros disfarçados de futuros filmes hollywoodianos. 

Em época de Globo de Ouro e Oscars torna-se oportuno falar disso.

Literatura, boa literatura nesse país se encontra, porém precisa se procurar e muito.
Os clássicos  precisam ser mais lidos, eu acredito, porém acho difícil saber qual a verdadeira
estatística de leitura em relação ao novos livros e escritores lançados no mercado.

Hoje em dia você sabe que existiu, isso mesmo o verbo está correto, existiu um livro antes do filme
que você acabou de assistir ao sair do cinema.

"Children of men", "Little Childen", "The Devil wears Prada", "Running with scissors", "The Da Vinci Code",
"Girls with a Pearl Earring", "The namesake" dentre outros milhares, foram livros antes de virarem filmes.
Você sai  do cinema pensando se gostaria de ter lido o livro antes ou se não valeria a pena.
Às vezes ajudaria a entender melhor a trama, às vezes não.

Mas o que quero trazer principalmente a baila é que literatura, o velho e gostoso, intelectual hábito de burilar
um texto e brincar com as palavras para fazer uma boa crônica , um livro, está sendo  muito, e muito perdido
nesse momento literário aqui nos Estados Unidos. (Não consigo falar de outros países, é aqui que vivo agora e é aqui que
sou bombardeada por livros o tempo todo, sem falar de filmes).

Na realidade o que tem acontecido por essas bandas é que os "escritores" já pensando na fatia do bolo (gorda)
de uma produção cinematográfica futura, escrevem verdadeiros roteiros de cinema e não literatura. Às vezes desanima
ler um livro em ingles e ver toda a descrição do cenário de um simples quarto de criança quando na realidade eu estou
mais interssada na alma, nos sentimentos da criança que mora naquele quarto. Entedem o que digo?

Uma coisa é ler Machado de Assis e ver a maneira maravilhosa em que ele demorava em descrever um cenário,
para nos fazer adentrar a alma da personagem e nos introduzir aos hábitos e costumes de uma época,
aos roteiros pré-fabricados dos escritores oportunistas modernos americanos pensando no cenário
hollywoodiano que será construído depois.

Querem um ilustração real do que digo?

Tenho um amigo super intelecutal, a "Renaissence black man", coma falamos aqui, chamado Gino
que está no meu fotoblog abraçado comigo no meu aniversário. Um bom amigo, que cozinha, é físico
de um dos grandes laboratórios americanos aqui e que se não bastasse escreve e escreve bem. Cultíssimo o homem.

Pois bem, assim que o conheci ele me passou o manuscrito do  segundo livro que ele escreveu,
uma estória ótima que você não consegue largar do começo ao fim. A estória de homens que são vítimas
de abuso corporal por parte de mulheres (uma estória a parte, para um outro post). Isso mesmo, homens
que apanham de mulheres. Principalmente homens negros. Feito através de entrevistas feitas com homens que
passaram por essa situação, ele criou uma estória de ficção muito boa.
Porém,  até hoje,  ele não consegue nenhum editor para publicar o livro. Primeiro por ser algo super polêmico
e também porque eles, os editores, estão sempre pedindo para ele "mudar" a forma que ele escreve para ficar
um pouco mais, como poderemos dizer, "adaptável" a grande tela.

Ele se recusa e responde a todos eles que o que lhe interessa é a literatura pela
literatura e não o roteiro pobre nosso de cada dia.
Assim segue o manuscrito empoeirando na minha estante e na dele à espera de editoras
que voltem a se interessar pela boa e velha literatura.

Então qando você for assitir, se você for perder o tempo para isso, ao Oscar e ver a categoria "Roteiro adaptado"
vocês vão entender melhor o que eles e o que eu estou falando aqui.

Volto a minha leitura então.



 Escrito por Soraia de Oliveira às 14h48 [] [envie esta mensagem]




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